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Dr. Diego Torrico CRM-MG 75666
Sinais

Emagreci e as pernas não mudaram: pode ser lipedema?

A barriga e o rosto afinaram, mas as pernas continuaram iguais? Entenda por que a gordura do lipedema responde diferente à dieta e quando vale investigar.

É uma das frases mais comuns entre mulheres com lipedema, e uma das mais frustrantes de viver: "emagreci, e as pernas continuaram iguais". A dieta funcionou, o treino funcionou, a barriga diminuiu, o rosto afinou. As pernas, não.

Quando isso acontece uma vez, pode ser só a forma como o corpo distribui a gordura. Quando acontece sempre, e vem junto com dor, sensação de peso e roxos que aparecem com facilidade, vale investigar.

Por que a gordura do lipedema responde diferente

O lipedema é uma doença crônica do tecido adiposo. A gordura que se acumula nas regiões afetadas não se comporta como a gordura comum: ela tende a resistir ao déficit calórico e ao exercício, que costumam reduzir a gordura do resto do corpo.

Por isso o emagrecimento pode até acentuar a desproporção. O tronco afina, e a diferença entre a parte de cima e as pernas fica mais evidente. Não é falta de disciplina. É o comportamento de um tecido diferente.

Sinais que costumam vir juntos

  • Acúmulo de gordura nas duas pernas, de forma simétrica, às vezes também nos braços.
  • Pés e mãos poupados: a perna aumenta, o pé não, e isso forma uma espécie de degrau no tornozelo.
  • Dor ou sensibilidade ao toque, inclusive com pressões leves.
  • Hematomas que aparecem com facilidade, sem uma batida que você lembre.
  • Sensação de peso nas pernas, que piora no fim do dia ou no calor.
  • Início ou piora em fases hormonais: puberdade, gravidez ou menopausa.

Nenhum desses sinais, sozinho, fecha diagnóstico. É o conjunto que chama atenção. Se a dor e os roxos são o que mais incomoda, há um texto só sobre isso: hematomas e dor nas pernas.

Lipedema não é o mesmo que obesidade

Lipedema e obesidade são condições diferentes, mas podem acontecer na mesma pessoa. Uma mulher com lipedema pode ter o peso considerado normal, e outra pode ter lipedema e obesidade ao mesmo tempo. Quando as duas coexistem, cuidar do peso continua importante para a saúde geral, mesmo que as pernas respondam menos do que o resto do corpo.

Essa distinção evita dois erros comuns: achar que tudo se resolve com dieta, e achar que a dieta não serve para nada.

E a alimentação, então, não importa?

Importa, só que com outro objetivo. No lipedema, a alimentação entra para cuidar da saúde como um todo, do peso que não é lipedema e da inflamação, e não como promessa de afinar as pernas. Dietas muito restritivas, repetidas várias vezes, costumam trazer mais frustração do que resultado. A LISFERA tem um texto sobre alimentação no lipedema que aprofunda esse ponto.

Quando vale buscar avaliação

Se você se reconheceu na desproporção entre tronco e pernas, e ela vem acompanhada de dor, peso ou hematomas, uma avaliação médica pode dar nome ao que você sente e mostrar o que está acontecendo no tecido. Na avaliação com o Dr. Diego Torrico, o tecido é examinado com ultrassonografia antes de qualquer conduta.

Conteúdo de caráter informativo, dirigido ao público leigo, que não substitui a consulta médica. Diagnóstico e conduta dependem de avaliação individual, e os resultados variam conforme as condições clínicas de cada pessoa.

Dúvidas frequentes

Se eu emagrecer, o lipedema some?

Não. O emagrecimento reduz a gordura comum do corpo e é importante para a saúde, mas a gordura do lipedema tende a responder pouco à dieta e ao exercício. Por isso é comum o tronco afinar e as pernas continuarem parecidas.

Dá para ter lipedema sendo magra?

Dá. O lipedema pode aparecer em mulheres com peso considerado normal. O que caracteriza a condição é a desproporção, a simetria, a dor ao toque e a facilidade para hematomas, não o número da balança.

Lipedema acontece em homens?

É muito raro. O lipedema afeta quase exclusivamente mulheres e costuma começar ou piorar em fases de mudança hormonal, como puberdade, gravidez e menopausa.